Emergência de novas cidades como negação da cidade: condomínios horizontais fechados na metrópole de Goiânia-GO

Aristides Moysés, Deusa Maria Rodrigues Boaventura, Elcileni de Melo Borges

Resumo


Como parte integrante da “nova paisagem do poder e do dinheiro” que vem se desenhando na grande Goiânia a partir da década de 1990 e, sobretudo, dos anos 2000, chama a atenção o fenômeno urbano dos condomínios horizontais fechados (CHFs). Estes cada vez mais se tornam uma opção dos segmentos mais abastados (ricos e “classe média”), que passam a buscar residências e ambientes de negócio em bairros elitizados e socialmente isolados. Muito embora Goiânia possua características de uma cidade de médio porte, já é considerada hoje como “a terceira capital do país em número de condomínios fechados, proporcionalmente, ao número de habitantes”. Ao lado desse luxuoso fenômeno, que vem transformando profundamente a paisagem urbana de Goiânia, paira, sem soluções, a questão das moradias populares: veem-se perpetuar por anos a fio bairros extremamente carentes, em condições habitacionais de alta insalubridade, marcados por processos de ocupações irregulares e invasões ocasionais, para os quais o poder público tem agido com respostas apenas pontuais.

Código JEL | O18; R14; R52.

Palavras-chave


Condomínios horizontais fechados; conjunto habitacional; desigualdades sociais; Goiânia; habitação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7867/2317-5443.2015v3n2p161-177


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